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Sempre gostei das rosas vermelhas. Estas só perderam para uma rosa azul, que vi uma única vez. Mas isso só porque minha cor preferida é o azul. Mas o vermelho é a cor perfeita para as flores. Mas outra flor que sempre me impressionou muito, até porque não é muito comum, é a tulipa. Sua simetria e traço são tão perfeitos. Esta semana, pela primeira vez, vi uma tulipa de verdade. É com certeza, minha flor preferida, também na cor vermelha. As rosas, passam a segundo plano.

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Sempre gostei de ter lugares. Um lugar só meu, onde eu possa me perder e ser achada. Um refúgio, um canto para me esconder do mundo, seja em momentos de alegria, seja de tristeza.

Em casa, com meus pais, não tinha muito como ter isto. Só a casinha embaixo da árvore quando pequena e um refúgio para fazer orações. Quando morei no Centro, este lugar era o Quarto do Poeta, na Casa de Cultura Mario Quintana, que reproduzia o canto onde nosso escritor produzia suas obras e onde viveu, solitário, até morrer.

Meu desejo sempre foi estar, na verdade, perto do rio (que dizem que é bacia, lagoa, sei lá) Guaíba. Mas no Gazômetro, onde habitava próximo, nunca teve clima, com aquele comércio oportunista, além das pessoas que não brincavam de casinha debaixo de árvores, como eu fazia quando criança, mas ali moravam.

Agora, perto de onde estou vivendo encontrei o lugar perfeito e hoje fui lá tomar posse e batizar o MEU lugar. Trata-se de uma lage que invade as águas e te faz sentir inundada pela imensidão de H2O banhada pelo ouro do sol. Não chega a ser um píer, mas é como se fosse. Sem contar, que de um lado se tem as águas e do outro a margem, onde sente ouve o chegar do rio constantemente, sem nunca cansar. Além do mais, o caminho até lá não é de asfalto como perto da Usina, no lugar da pedra, a grama. É um lugar bonito, apesar dos som dos carros ao fundo.

Me deixei ficar por horas ali, pensando na vida e não pensando em nada. Tentando decifrar do que eram as embalagens que de vez em quando boiavam por ali. Fiquei olhando o sol que estava bem na minha frente e quando virei para ir embora senti seu calor nas minhas costas. Soltei minhas pernas para as águas e fiquei balançando, como criança em cima do muro. Senti as pequenas ondas baterem na pedra quando estavam mais fortes e senti pela primeira vez que estou no meu lugar.

Estes dias lendo o relato da Gi, fiquei pensando que ela encontrou seu lugar pela maneira como consegue apreciar as paisagens e aproveitar os lugares que tem conhecido estando no coração da natureza. Senti um pouco disso hoje. Claro, que ficava sempre em alerta para que nenhum estranho se aproximasse, tinha o barulho urbano do outro lado, mas a corrente de ar que senti era diferente perto das águas, e também gosto da parte urbana, por isso acho que estou no lugar certo. E alguns acontecimentos dos últimos dias me dizem que vou conseguir chegar onde eu quero estando aqui mesmo, em Porto Alegre. Pelo menos até o máximo de planos que fiz. Depois disso, aí não sei mais, ainda não planejei o que vou fazer quando alcançar tudo que já sonhei até agora.

Enquanto estava lá, também pensei que se eu estivesse num romance, seja de livro ou de filme, aquele seria o lugar onde me encontrariam, ou talvez onde nos encontraríamos. Apesar de ser bonito, por enquanto este é um canto só meu e para ser compartilhado, precisará da aprovação do meu coração, que por ora não está preocupado com isso. Eu nem sinto batê-lo. Sei que bate porque ainda estou viva. Mas tirando este fato, ele não ocupa mais meus pensamentos. Estou leve, livre, do jeito que me senti quando abri os braços diante da imensidão do rio e do calor do sol, este companheiro que parecia me seguir quando fui embora. Se bem que, às vezes, sinto que é mais triste estar assim do que estar com o coração ocupado, mesmo quando por alguém que não vale a pena ou não corresponda. A verdade é que nunca estamos satisfeitos.

De agora em diante vou juntar as pedras do caminho. Já tenho onde jogá-las, como fazia a Amèlie Poulain…

Neste quarto de fogo solitário
No telhado um letreiro esfumaçado
Candeeiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário
O cinzeiro esperando o comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade
Tô fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
Ela é maltratadeira
Além de ser matadeira
ô saudade companheira
De quem não tem companhia
Eu vou casar com a saudade
Numa madrugada fria
Na saúde e na doença
Na tristeza e na alegria
Quando o sono não chegar
No mais distante lugar
No deserto beira mar
Dia e noite noite e dia

(Cordel do Fogo Encantado)

Icaraí

Descendo a Pinheiro Borba
Gosto de ver o rio pela janela
inundado
como se não tivesse
rua do outro lado

Meus pesadelos de adolescente voltaram a me atormentar pelo orkut.
Acredita que me mandaram recado procurando pela minha irmã?
Na escola ela fazia muito sucesso com os meninos…
Eu temo, afinal, A vida como ela é está aí para provar que as cunhadas sempre são uma tentação… E para ajudar, ainda tenho uma mãe bonitona.
Por sorte, eu não tenho namorado.

Dizem que o cúmulo da rebeldia é morar sozinha e fugir de casa.

Pois fugi sábado e voltei nesta terça.

Tudo que posso dizer é que saudade da minha cama.

Que fique claro: detesto estes filmes!!!!

Mentira.

Acabo de assistir Como perder um homem em 10 dias. Por que estes filmes tem que ser tão fofos? Prefiro aqueles que me deixam com a sensação de que minha vida é melhor.

Férias, férias… o que faz com uma pessoa.

Uma outra pulga se instalou na outra orelha. Elas estão tomando conta do meu corpo.
Porque tudo tem que aparecer ao mesmo tempo?
Mas tem uma coisa que talvez faça com que o destino resolva as coisas para mim… Só espero que sendo assim, a primeira pulga volte mais tarde.

Uma pergunta no meu e-mail me deixou com a pulga atrás da orelha…

Tenho escutado no repeat

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer

(Maria Rita – Composição: J. E P. Garfunkel)

Acho que eu não iria no casamento do meu melhor amigo. Não com aquela confusão de sentimentos que a personagem da Julia Roberts sente no filme.

E acho que preciso ter um amigo gay.

The moment I wake up
Before I put on my makeup
I say a little pray for you
While combing my hair, now,
And wondering what dress to wear, now,
I say a little pray for you

Forever, and ever, you’ll stay in my heart
and I´ll love you
Forever, and ever, we never will part
Oh, how I’ll love you
Together, forever, that’s how it must be
To live without you
Would only be heartbreak for me.

Ainda bem que eu não tenho.
Fiquei em dúvida hoje entre ver o Mainardi no GNT, o show do Morrissey no Multi Show, o Casamento do Meu Melhor Amigo no TNT e uma nava temporada da série 24 Horas. Tudo ao mesmo tempo…

Eu estava fugindo desse filme há muito tempo. Desde que ele entrou em cartaz no cinema eu queria ver Minha
vida sem mim
, mas um filme de alguém que tem a mesma idade que vê e está prestes a morrer é um tanto difícil e ele saiu de cartaz antes que eu estivesse preparada para vê-lo.

Hoje eu assiti. E quis assistir nesse momento que estou achando minha vida uma m. para me animar.

Ann tem 23 anos. Quase 24, e é aquariana, como eu. Tem duas filhas, um marido amoroso, apesar do casamento precoce e de terem que viver em um trailler. Descobre que vai morrer em três meses e uma das dez coisas que deseja fazer antes de morrer é que alguém se apaixone por ela e deseja transar com outro homem, já que engravidou do único homem que a beijou.

Conclusão: Ela viveu em pouco tempo, duas vidas que talvez sejam as vidas que eu quero ter. Só que já fiz 24 e não tenho nada concreto para viver nem uma nem outra.

Estava lendo o Pérolas em off quando me deparei com a entrevista que o Sérgio Dávila fez com o criador do Orkut, Orkut Buyukkokten. Pois fui no site de relacionamentos a cata dele. E não é que o Orkut faz aniversário no mesmo dia que eu?! (hahaha, mas eu tô rindo a toa…)

Estranho é o fato dele ter apenas 573 amigos e quase o mesmo número de fãs (557). E fazer parte de apenas 39 comunidades.

Conheço poucas pessoas que fazem aniversário no mesmo dia que eu. Taí, agora alguém famoso! Pena que não adianta eu deixar um recado para ele dizendo isso. Na entrevista já adiantou que não entende português, embora mais de 70% das pessoas que estão no Orkut sejam brasileiros. E meu inglês é péssimo.

Uma vez eu ouvi que do caralho é uma expressão que vai ao infinito. Pois o show do Cordel do Fogo Encantado foi do caralho. Fui ao infinito e voltei ao chão da terra, terra onde “choveu, choveu”.

Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu que amarrotou
Foi tanta água que meu boi nadou

Um espetáculo de som, luz e emoção. Vibrante como o pulsar do cio da Terra. Poesia, música e no final, o que posso dizer? Sem palavras.

Da próxima vez, vou ir com o que puder de letras decoradas. Mas valeu os puxões de orelha do padre na catequese e na crisma. Eu pelo menos sabia o Salve Rainha. Depois de ter um novo sentido com o Ave Maria de Suassuna, agora é esta oração que se revela a mim.

Retiro o que aqui disse sobre ir a shows. Nas duas bolachinhas que tenho em casa tenho uma pequena amostra do que pode encantar o Cordel com sua música e fogo. Os 9 graus lá fora não foram páreos para o sertão que se instalou no meu corpo, que não soa nem no verão, derramou suor no inverno.

Das tripas passado CORDEL DO FOGO ENCANTADO!

Sabe quando não importa mais QUEM diz, mas o QUE diz?
Sabe quando você sente vontade de chorar e não consegue mais?
Sabe quando sente falta de amar e não quer mais?
Sabe o preço que custa entregar o coração?
Sabe como é doloroso ouvir não?
Sabe como é triste a solidão?
Sabe o que é mais não ter paixão?
Sabe o quanto dói o coração?
Sabe quanto custa pagar para ver?
Sabe quando não se quer mais pagar preço algum?
Sabe quando cansa?
Sabe quando dá vontade de desistir?
Sabe o quanto é duro admitir tudo isso?
Eu sei todas essas coisas. Mas queria não saber…

Em dias de frio
Meu coração não congela
Continua apertado
Nem quente, nem gelado
Esperando alguém
que o habite
sem magoá-lo

Mesmo não acreditando mais nisso
Ele fica ali, batendo cansado
Chorado

Esquece a labuta
Desiste da luta
Deixe a emoção
Adquira razão!

No meu primeiro dia de férias fui o cinema com uma amiga. Assisti Melinda e Melinda , o mais recente filme do Woody Allen. Dos poucos que assisti dele, foi o que mais gostei.

Quatro pessoas conversam num bar. Um escreve sobre tragédias, outro sobre comédia. Um terceiro conta uma história que aconteceu com pessoas que conhece. O cara da tragédia conta a sua versão e o da comédia a sua. E o filme é isso, as duas histórias de Melinda, de dois pontos de vista distintos. É engraçado ver como elementos e situações de uma mesma história podem ser interpretados de maneira diferente e como uma mesma história pode ser dramática ou cômica.

Associei isso ao conto que aqui publiquei. Escrevi (in)Decisão como uma comédia. Está bem, uma tragidcomédia. Para mim a história parecia engraçada. Afinal, quem quer se matar não pensa em tudo aquilo. Alguém me disse que o conto era psicótico. Então disse que eu era, afinal, achei graça. Outro que era dark (o ombudasman). Concordo que o tema suicídio é deprê. Mas os elementos é que fazem o humor. E humor é como gosto, não dá para discutir. O humor de Allen não é para mim. Hoje foi a primeira vez que ri nos seus filmes. Um amigo achou graça no Mainardi, eu acho graça em Nelson Rodrigues (adoro aquele conto que a vizinha começa a colocar minhoca na cabeça da mulher que o marido a trai, a outra argumenta que ele só trabalha e a única coisa que faz é ir ao estádio assistir futebol aos domingos. A vizinha peçonhenta começa a colocar na cabeça da mulher que aí tem. Então as duas vão ao estádio num domingo. A mulher pede que anuncie o nome do marido no auto-falante. Chamam, chamam e nada dele aparecer. O jogo acaba, o estádio esvazia. Nada do homem. As duas vão embora. A mulher está desolada, a vizinha triunfante, como quem diz “não te falei?”. Quando vão atravessar a rua, a vizinha é atropelada. A outra corre ao seu encontro. O sangue escorre de seu corpo. A mulher se abraça nela e chorando e rindo ao mesmo tempo diz: BEM FEITO, BEM FEITO). Acho maravilhoso! Dava gargalhadas quando vi isso em A vida como ela é.

Mas cada um tem seu ponto de vista. Cada um tem a sua visão de Melinda…

Nunca vi tanto são paulino. E tinha paranaense no meu ônibus. E ambulante é foda. Do dia para noite, as camisetas e bandeiras dos times gaúchos foram substituidas pelas do tricolor paulista nos varais da Pe. Cacique.

Me falavam, mas eu não levava fé. Entrei neste estabelecimento hoje apenas para trocar uma nota e não resisti a um doce. Comi o melhor branquinho do mundo, ao preço módico de R$ 0,70.

Escutei os dois CDs do Cordel do Fogo Encantado. O primeiro de mesmo nome e o segundo O Palhaço do Circo sem Futuro. Vou ir no show amanhã, lá no Opinião. Do jeito que eu dancei pela casa, vai ser difícil de me segurar quando ouvir o som vibrante do grupo ao vivo.

Tem algumas coisas deles que eu não entendo. Mas acho que um nordestino que escutasse Esquilador ou lesse Simões Lopes Neto também não compreenderia algumas coisas. E a música ultrapassa barreiras culturais e lingüísticas, é universal.

Terça de tarde, assim que ganhei os CDs, fui escutar no trabalho. Depois conversei com a Gi, que está em Alta Floresta, no Mato Grosso e comentei com ela, porque sei que ela gosta. Não é que ela estava ouvindo o Cordel? Meus amigos de coração sempre tem uma sintonia comigo.

E o Lirinha, com o seu sotaque, declamando poesias é tudo, só escutando para entender.

!

Veio quebrado um dos ovos da meia dúzia que comprei (já vendem caxinhas só com seis no hiper). Aproveitei e fiz uma gemada. Fazia anos que eu não comia gemada. Tinha sabor de infância.

Não está no dicionário…

E também não está no gibi esse Roberto Jefferson. No Jornal Nacional vi que não foi só show que ele deu no Programa do Jô, jogou foi mais merda no ventilador, dizendo que integrantes da CPI dos Correios recebiam o mensalão (que não sei porque não chamam de mesada, mensalidade!?). Esse Roberto Jefferson é que nem guardanapo de lancheria, sabe aquele que vem num suporte? tu vais usar para limpar a boca e ele só espalha a gordura.

Acabo de ver no Programa do Jô o Roberto Jefferson cantando Nervos de Aço, do Lupicínio Rodrigues. Para quem não sabe, ele ficou com o olho roxo após tentar pegar um CD do Lupi em cima de um armário que acabou caindo em cima dele.

Bom, a cantoria foi bem melhor que ouvi-lo em seus longos, gesticulosos e nada explicativos depoimentos. Se ele tem nervos de aço eu não sei, já o olho…

Legal a galeria de fotos que fizeram de suas caras e bocas.

• 2 taças
• Vinho Carta Vieja, Chile, Mission Carmenère 2003
• Santa Colina, Santana do Livramento – RS, Pinot Noir 2001 (uma amiga comentou hoje que não dá mais para tomar este Santa Colina, mas foi o único “Pinote no ar” que vi e estava num preço razoável).
• Pão italiano
• Moça Fiesta Brigadeiro

Só espero poder abrir os dois vinhos e usar as duas taças. Se bem que com o abridor de bracinhos que ganhei no Chá de Casa Nova acho que será bem fácil tomá-los solita.

Dez dias para curtir o roteiro cultural de nossa Capital gaúcha, o aconchego do meu big edredon, ressaca em qualquer dia da semana que não apenas o domingo…

Você chegou sem pedir licença
Veio com agressividade e volúpia
Uivou na minha janela
Fez serenata
Deixei que entrasse

Era o vento
Fresco…

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