Continuei lendo o livro, e Nelson Rodrigues continuou insistindo:

“O amor que acaba não era amor. Todo amor é eterno. Eu diria que a nossa tragédia começa quando separamos o sexo do amor. Vejam as doenças da carne e da alma, do câncer no seio às angústias sem consolo. Os nossos males têm quase sempre esta origem fatal: – o sexo sem amor.”

Eu também insistira nisso, querido Nelson, eu também insistiria… Mas como em A Mulher sem Pecado do seu teatro, também às vezes somos levados a fazer coisas que a princípio não faríamos. Se as circustâncias não mudassem, a gente também não mudaria e aí seria fácil insistir.