Talvez eu nunca publique um livro (nem tenha um filho ou plante uma árvore), mas a inspiração me persegue. Eu tinha tirado o bloco e a caneta da cabeceira da cama. Foi pior, tive que levantar e buscá-los.
Como Nietzsche, ainda não descobri outra maneira de me livrar de meus pensamentos.
E o galo já canta lá fora.
Quando eu tinha uns 10 anos e achava que seria escritora, e de fato, eu vivia escrevendo histórias com finais felizes em que a protagonista sempre tinha filhos gêmeos, e poesias de doer, cheguei a fazer uma que se chamava: Sou poeta sem descanso, que falava da inspiração me assaltava a todo momento. Até que era bonitinha, tudo rimando, mas não sei onde foi parar.
Bom, se algum dia eu me tornar uma escritora, tenho que preservar a minha máquina de escrever, que enchi o saco do meu pai para comprar, e não podia ser portátil. Tem que ver o tamanho do trambolho!

8 comments
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29 Novembro , 2007 às 7:59 am
Mari
Faltou citar aqui o livro que foi iniciado no teu 1º computador, lá em 1997 se não me falha memória e que teve muitas colaborações minhas e da Si. Por onde ele anda???
29 Novembro , 2007 às 9:51 pm
João
“Qual a origem dessa disposição precoce para inventar seres e histórias, que é o ponto de partida da vocação de escritor? Creio que a resposta é: rebeldia.” Lembrei disso quando li este post. É do Vargas Llosa. Olá. =)
30 Novembro , 2007 às 2:39 pm
Lu K.
Fê, eu também queria ser escritora! Tem q ver… escrevi dois livrinhos precários… mas q esses dias eu vi… e quase chorei. Tão bonitinho…. Um se chamava “Cachorro só faz auuuuuu”. hehehehe
30 Novembro , 2007 às 2:40 pm
Lu K.
ah, esses “livros” devem ter uns 20 anos… hehe
1 Dezembro , 2007 às 2:05 pm
fernandasouza
Isso mesmo Mari!!! Perdi ele quando formatei o computador! Bem como meu programa de locadora onde eu listava todos os filmes que eu tinha assistido na vida!
1 Dezembro , 2007 às 2:08 pm
fernandasouza
Lu, isso me lembrou quando começou essa minha coisa de escrever! Eu li um livrinho que se chamava “Tico vai à cidade”, era um ratinho. Daí escrevi uma outra história em cima dessa. Minha professora da 1ª série adorou e passou no mimeógrafo para todos os meus coleguinhas! E fui eu quem escreveu na matriz. Era a minha história, com a minha letra, para todos meus colegas
1 Dezembro , 2007 às 2:09 pm
fernandasouza
Olá João!
Gostei da frase
2 Dezembro , 2007 às 3:54 pm
Mari
Puxa, não lembrava dos filmes…. Que pena que o livro foi perdido, ele era de uma certa forma uma parte da nossa adolescência.