Talvez eu nunca publique um livro (nem tenha um filho ou plante uma árvore), mas a inspiração me persegue. Eu tinha tirado o bloco e a caneta da cabeceira da cama. Foi pior, tive que levantar e buscá-los.

Como Nietzsche, ainda não descobri outra maneira de me livrar de meus pensamentos.

E o galo já canta lá fora.

Quando eu tinha uns 10 anos e achava que seria escritora, e de fato, eu vivia escrevendo histórias com finais felizes em que a protagonista sempre tinha filhos gêmeos, e poesias de doer, cheguei a fazer uma que se chamava: Sou poeta sem descanso, que falava da inspiração me assaltava a todo momento. Até que era bonitinha, tudo rimando, mas não sei onde foi parar.

Bom, se algum dia eu me tornar uma escritora, tenho que preservar a minha máquina de escrever, que enchi o saco do meu pai para comprar, e não podia ser portátil. Tem que ver o tamanho do trambolho!