paris-eu-te-amo06.jpgParis, Je T’Aime é formado por diversos curtas com histórias de amor de todo o tipo na cidade-luz.  Queria ter visto mais Paris no filme e algumas histórias não me agradaram muito. Tem coisas inverossímeis: algumas fofas, outras bizarras. Mas tem histórias para rir, para chorar e para cutucar a  vida da gente.

“Se a deixar partir morrerá. E a morte do coração é a morte mais horrível que existe.” É Oscar Wilde, dando conselhos para um homem que acabou de brigar com a noiva no Cemitério do Père-Lachaise, em frente ao seu túmulo. Morrer no coração de alguém é a morte mais horrível que existe e me pergunto se não estou morrendo um pouco todos os dias…

E o curta de Faubourg Saint-Denis conta a história de uma atriz que namora um rapaz cego (foto): mostra todo o relacionamento deles rapidinho, bem como a gente vê tudo quando  existe um rompimento. Ele entendeu mal, também queria que eu estivesse escutado errado.

Chorei com a história da Places de Fetes, curta que tem a música mais linda do filme. Dizem que nunca é tarde. Mas a gente não sabe. Sempre pode ser tarde para um café com alguém.

A carteira americana na 14th arrondissement mostrou algo que há um ano e cinco meses eu descobri: não quero ficar só. Talvez até vá a Paris sozinha e quando ver a cidade do alto, sinta o mesmo que ela, aquela vontade de ter com quem compartilhar um momento que nos tira o folêgo. Espero pelo menos ir a Paris numa idade onde eu ainda tenha expectativas de me apaixonar e não só pela cidade ou ela por mim.

*Escrevendo o post é que descobri que nem precisava ir ao cinema, já que tem os vídeos no youtube. Quem não viu o filme, assista alguns que vale a pena. Além dos que citei acima, também gostei do que se passa em Parc Monceau